2025: O Ano do Colapso da Liga Pro Skate?
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Exclusivo do Site Nacional de Skate
A Verdadeira História do Skateboarding em Portugal: Capítulo X
2025: O Ano do Colapso da Liga Pro Skate?
Francisco Patrone ganha Prémio comunidade de Freestyle
E mais uma tentativa de silenciamento do nosso site.
A começar o ano de 2025, mais uma vez o Freestyle a mostrar que é a modalidade dominante em Portugal em campeonatos de skate a nível mundial.
Francisco Patrone ganhou o prémio mais alto do Freestyle, o Prémio Comunidade, e também trouxe o 12.º lugar para casa... mas foi totalmente ignorado pela Federação Portuguesa de Patinagem, (a tal organização que tutela o skate em Portugal).
Este desprezo pelos feitos dos portugueses nesta modalidade de skate, é uma atitude que esta Federação que se auto-proclama inclusiva sempre teve, pois prefere dar total notoriedade à modalidade de Street Skateboarding... será com certeza apenas uma "infeliz coincidência" dado que Paulo Ribeiro (Selecionador Nacional de Skate, CEO, etc, etc, etc...) tem os seus filhos a competir na Liga Pro Skate, organização da qual também faz parte.
Talvez só assim se explique que a FPP possa "desconhecer" a existência da modalidade de Freestyle.
Mas passando então a falar propriamente de Street, a nossa Seleção Nacional de Skate (escolhida por Paulo Ribeiro), teve mais uma deceção, desta vez histórica, obtendo péssimos resultados em Street Masculino, e Feminino.
Na modalidade de Park, Thomas Augusto (com tripla-nacionalidade 🇧🇷 🇺🇸 🇵🇹) obteve o 10º Lugar.
Masculino: Madu Teixeira 38º, Gabriel Ribeiro 41º, Pacal Teixeira 45º e
Gustavo Ribeiro 48º;
Feminino: Carmo Gautier 34º, Mariana Simão 35º e Matilde Ribeiro 51º.
LINK DOS RESULTADOS OFICIAIS STREET



📉 2025: O Ano do Colapso da Liga Pro Skate?
Entre abandono, contestação silenciosa e uma queda histórica na participação.
Para muitos dentro da comunidade, 2025 não foi apenas mais uma época difícil — foi o ano em que a Liga Pro Skate perdeu o pulso da cultura que dizia representar.
A quebra visível
Os números falam por si — menos atletas inscritos, menos locais representados, bancadas visivelmente mais vazias e uma ausência notória dos nomes habituais da cena nacional. Embora não tenham sido divulgados relatórios detalhados, a perceção geral entre praticantes e seguidores foi clara: houve uma diminuição brutal da participação.



Mas porquê?
Um boicote informal?
Ao longo do ano, cresceu a narrativa de um “boicote silencioso”. Não houve comunicados oficiais, nem movimentos públicos organizados. O que houve foi simplesmente ausência.
Skaters experientes optaram por não competir, Marcas reduziram envolvimento, Skaters locais escolheram outros circuitos ou eventos independentes.
Mais do que uma atitude, pareceu um afastamento intencional, um sinal de que os skaters deixaram definitivamente de se identificar com esta competição "nacional".
A profissionalização:
Será possível profissionalizar o skate ignorando a sua base cultural?
Quando a lógica de produção de eventos ultrapassa o espírito comunitário, cria-se fratura. Muitos sentiram que a LPS em vez de ser uma competição legítima, tornou-se numa espécie de "centro de captação" que apenas quer transformar skaters em clientes em vez de atletas.
Cresceu também o sentimento de que existe internamente um "discurso" cada vez mais direcionado para os pais de crianças pequenas, apelando para que os inscrevam na competição com o objetivo de poderem vir a obter algum retorno fruto de algum eventual sucesso desportivo, aliciando dessa forma os pais a tratarem os filhos como se fossem "produtos financeiros" mais rentáveis do que por exemplo um Depósito a Prazo Bancário.
O papel dos media
A comunidade de skate portuguesa, tem discutido como os media podem amplificar ou silenciar vozes. Em 2025, críticas circularam sobretudo em plataformas independentes. A cobertura oficial manteve um discurso positivo, contrastando com o descontentamento visível no terreno.
Essa divergência contribuiu para a sensação de desconexão entre narrativa institucional e realidade comunitária.
O Site Nacional de Skate sofreu mais uma tentativa de silenciamento!
Desde 1994 que mostramos a realidade nua e crua do skate em Portugal.
Desde 1994 que expomos corrupção, compadrio, nepotismo, e conflito de interesses.
Desde 1994 que somos uma "pedra no sapato" de todos os burlões que fazem do skate português uma espécie de "esgoto" onde desaguam as piores pessoas.
Desde 1994 que recusamos aceitar que o skate português seja um "caixote do lixo", onde outros países e/ou entidades depositam as pessoas que não lhes servem.
Desde 1994 que recusamos aceitar que transformem o skate português num "abrigo" para falhados, ou frustrados por nunca terem alcançado nada de importante na vida. Vinguem-se noutro lado, e deixem o skate em paz!
Temos mais de 30 anos de denúncias que acabaram com "esquemas", falsas Associações, e até estragaram algumas negociatas entre "arquitetos" com empresas de fachada.
Mais de 30 anos de denúncias tornam-nos num "alvo a abater", e por isso compreendemos muito bem que nos queiram silenciar.
Por isto decidimos revelar pela primeira vez, que ao longo de várias décadas temos vindo a sofrer tentativas de silenciamento à nossa conta do IG e ao nosso site oficial, a até mesmo ameaças por escrito por parte de pessoas que desempenham cargos institucionais importantes no skate português.
O ano de 2025 não foi exceção, o nosso site esteve inoperacional durante algum tempo... mas talvez nem tenha dado para perceber porque conseguimos recuperar rapidamente.
Estas tentativas de silenciamento aparentam ter um grau de sofisticação elevado, o que indicia que sejam feitas por profissionais pagos, e não pelos tais "burlõeszecos" pois esses na realidade são praticamente uns analfabetos.
Já agora, caso algum desses "burlõeszecos" esteja a ler isto, a nossa mensagem para ele é a seguinte: Não somos um site, não somos uma conta IG, somos um coletivo de muitos milhares de skaters com as mais variadas profissões (sim temos Advogados, Arquitetos, Informáticos, etc), por isso da próxima vez que pensares em pagar a alguém para nos intimidar, poupa o teu dinheiro.
Um falhanço estrutural?
Se foi um “falhanço total” ou uma crise de identidade, dependerá da capacidade de reinvenção. Mas 2025 deixou uma mensagem clara:
Sem legitimidade cultural, nenhuma estrutura sobrevive apenas com logística e branding.
🏛️ Associações, Poder e Memória: A Disputa Pela História do Skate em Portugal
Nos últimos anos, surgiram várias Associações ligadas ao skate em diferentes pontos do país. Algumas nasceram de forma orgânica, representando comunidades reais. Outras foram alvo de críticas internas quanto à sua legitimidade e representatividade.
O debate não é apenas sobre gestão — é sobre memória.
O papel das Associações
Destaca-se a importância das Associações enquanto ponte entre praticantes e instituições. Elas podem garantir skateparks, eventos, financiamento e reconhecimento.
Mas quando uma associação surge sem ligação histórica à comunidade local, levantam-se algumas questões:
Quem ela representa realmente?
Quem são realmente os fundadores? Skaters ou apenas investidores à procura de lucro?
Sabemos que o dinheiro move o mundo, e sem dinheiro não se faz nada, mas será saudável existirem pessoas dentro destas Associações cujo objetivo é "viver à conta do skate" em vez de "viver do skate"?
A reescrita simbólica
Em várias regiões, membros antigos da cena alegam que a narrativa pública do skate local começou a privilegiar discursos institucionais em detrimento dos pioneiros. Eventos oficiais, inaugurações e campanhas de comunicação passaram a destacar o papel de estruturas formais, deixando para segundo plano décadas de prática informal, DIY e história urbana.
O caso debatido em Leiria
Em Leiria, surgiram críticas quanto ao protagonismo político associado ao skate local. Alguns membros da comunidade questionaram a forma como o percurso histórico foi apresentado em contextos oficiais, sugerindo uma centralização de mérito nas estruturas mais recentes.
Não há provas públicas de manipulação deliberada. O que existe é um conflito de perceções:
-A visão institucional celebra investimento e organização.
-A visão underground reivindica reconhecimento histórico e autonomia cultural.
Media, poder e narrativa
Quem controla os canais de comunicação influência a memória coletiva.
Quando associações e autarquias dominam os meios de divulgação, a versão oficial tende a tornar-se dominante. Isso não significa necessariamente falsificação — mas pode significar simplificação.
Uma omissão repetida muitas vezes torna-se num esquecimento histórico.
Skate não é apenas infraestrutura
O skate é cultura viva, construída por gerações que muitas vezes nunca formalizaram a sua ação em estatutos ou atas.
O momento atual é de tensão entre o skate como movimento livre, e o skate "profissionalizado" que anda ao sabor dos capitais privados.
A pergunta que fica é profunda:
Pode a institucionalização preservar a alma daquilo que nasceu sem permissão?








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